Não gostei nada da forma como foi tratado o discurso de Isaías Samakuva, líder da oposição, em relação à sua apreciação do discurso sobre o Estado da Nação de João Lourenço, Presidente da República e titular único do Executivo, nos termos da constituição vigente.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) em Angola anunciou hoje que controla, só em Luanda, 15.555 refugiados e mais de 30 mil requerentes de asilo de 28 nacionalidades, manifestando-se preocupado com a sua situação legal.

Mas é hora de perceber que Angola tem uma oposição política que se calhar ainda não á altura de enfrentar este MPLA de hoje com todas as suas ronhas , truques , maneiras muito esquisita , raras e refinadas de lidar com os seus contra.

É obrigatório falar-se também em português no caminho de busca por uma solução para um problema africano chamado Congo, República Democrática do Congo [RDC]. Não se trata de um problema qualquer, esta maka (expressão angolana para problema) tem nas suas fronteiras nove países africanos, entre os quais Angola. O efeito de contágio, em caso de crise grave, é imediato.

Assim calados não estarão á cuspir na nossa própria história?

Quem viveu os acontecimentos do 27 de maio e não aceita falar dele, é o mesmo para mim como se estivesse á cuspir na sua própria história e estar de acordo que aqueles dias que vivemos mergulhados no sangre caiam na escuridão do esquecimento.

Não é vã, a criminalidade que anda de mãos dadas com as ruas dos subúrbios de Luanda, nunca a vemos descalça ou sequer a estriar – se num chinelo de fabrico chinês, nem sequer mal vestida, ela está ali, onde quer que estejamos, feita num modelo de roubo acertado ao povo, faz refém centenas de citadinos que nas ruas marcham, a criminalidade, tornou – se dona de muitos bairros, ela mesma dita as regras e consome toda felicidade do povo lá onde ocupa a cadeira mais elevada da sua pousada, apenas apressa – se em deixar a tristeza e as sucessivas violações como recado da sua efectiva residência.

Memórias do 27 de maio de 1977

Antes de falar do Reginaldo Silva como uma das vitimas dos acontecimentos do 27 de Maio de 1977 , com quem partilhei a mesma cela ( F) , um amigo que sempre que descesse aquela calçada para ir ao jornal de Angola onde trabalhava , nunca se esquecia em dar uma espreitadela na Neográfica empresa que foi para mim uma espécie do último refúgio depois de ter saído da cadeia , ter abandonado farda e nunca mais quis confiança com a Contra Inteligência Militar .

Carácter é definido como um conjunto de características e traços relativos á maneira de agir e de reagir de um indivíduo ou de um grupo de pessoas, em poucas palavras podemos dizer que é a firmeza das suas ações, do seu pensamento e comportamento.

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