Companhias aéreas tentam solução com Governo angolano para fundos bloqueados

O presidente da Associação Internacional dos Transportes Aéreos (IATA) disse hoje, em Luanda, que as autoridades angolanas estão bastante "recetivas" a ultrapassar o problema do repatriamento de dividendos das companhias aéreas internacionais.

Alexandre de Juniac, que falava hoje à imprensa no decorrer de uma visita às obras de construção do novo aeroporto Internacional de Luanda, disse que foi apresentada uma proposta para ultrapassar o problema, que poderá servir para os dois lados, mas sem avançar mais pormenores.

"Foram muito recetivos [Governo de Angola], tendo já feito algumas coisas", referiu Alexandre de Juniac, acrescentando que as autoridades angolanas estão "muito recetivas em ter este plano de médio prazo".

Devido à crise financeira, económica e cambial que afeta o país desde finais de 2014, as companhias aéreas queixam-se da existência de fundos provenientes da venda de bilhetes em Angola que não conseguem repatriar.

As dívidas de Angola às companhias aéreas tinham passado de 237 milhões de dólares (194 milhões de euros) em junho de 2016, para 340 milhões de dólares (277 milhões de euros) um ano depois, segundo dados da IATA.

Estas dificuldades serviram de justificação aos árabes da Emirates para rescindir, em julho passado, o contrato que tinham assumido para gerir a TAAG, companhia aérea de bandeira angolana.

A solução, admitiu hoje Alexandre de Juniac, "consiste num plano a médio prazo para resolver o problema definitivamente".

"E num período, que terá de ser negociável, será apresentado este plano ao Banco Nacional de Angola e, em segundo lugar, podemos ajudar agrupando as companhias aéreas, alocar as empresas e preparar medidas para todos os nossos membros com total transparência e igualdade entre todos os membros, ou seja, para ambos os lados", disse.

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Last modified on Quinta, 18 Janeiro 2018 10:06
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