Ambrósio Lukoki vai ser sepultado neste sábado na sua terra natal

O embaixador Ambrósio Lukoki, nacionalista e militante histórico do MPLA, vai a enterrar no sábado na província do Uíge, para onde seguem amanhã os seus restos mortais, anunciou ontem, em Luanda, o Ministério das Relações Exteriores.

Antes de seguirem para a província natal, as exéquias do embaixador Ambrósio Lukoki, falecido no primeiro dia do mês em curso, são veladas amanhã no Quartel-General do Exército (Ex- RI20), com homenagens de distintas entidades nacionais.

Hoje, o corpo de Ambrósio Lukoki sai da clínica de Luanda, onde faleceu, para o Quartel-General do Exército.

O histórico militante do MPLA e embaixador de Angola na Tanzânia, Ambrósio Lukoki, morreu na segunda-feira, 01, em Luanda, vítima de doença.

 

Foi ministro da Educação no tempo do primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto, Ambrósio Lukoki era embaixador extraordinário e plenipotenciário de Angola na República Unida da Tanzânia desde 2006. Quatro anos antes, em 2002, foi embaixador plenipotenciário de Angola em França.

Foi membro do Bureau Político do MPLA durante décadas, ministro da Educação do Presidente Agostinho Neto, de quem era um dos mais próximos dentro do MPLA, Anbrósio Lukoki manteve sempre uma postura crítica face à governação de José Eduardo dos Santos.

Nos últimos anos da Presidência de JES, Lukoki notabilizou-se como um dos seus mais ferozes críticos, exigindo mesmo a sua demissão por várias vezes, tanto de Presidente como na liderança do MPLA.

Após a morte de Agostinho Neto, em 1979, o histórico militante do MPLA chegou a estar na linha da frente da sucessão, embora, segundo fontes históricas, questões regionalistas, devido à sua origem étnica, era Bakongo, foi prejudicado nos corredores de acesso à substituição de Neto.

Em 2016, antes do VII Congresso do MPLA, foi uma das figuras que marcou aquele momento político ao anunciar o abandono do0 Comité Central, onde esteve praticamente deste o início, justificando essa decisão com o facto de já não se rever no partido liderado por José Eduardo dos Santos.

Depois, já em 2017, com João Lourenço na Presidência do país, veio novamente a público exigir a saída imediata de JES do cargo de presidente do MPLA, alegando razões de "ética republicana".

E alertou para a possibilidade de o partido poder entrar numa fase de "evaporação" social. 

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Last modified on Segunda, 15 Outubro 2018 20:05
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