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"Talvez quando morrer à fome me deixem rescindir"

História dramática contada por Moussa Sidibé, jogador do Deportivo Guadalajara, da terceira divisão espanhola.

Moussa Sidibé tornou pública a situação dramática que vive atualmente no Deportivo Guadalajara, clube que milita na terceira divisão espanhola. O clube atravessa uma grave crise financeira e esta começou a afetar os jogadores, que já não recebem desde outubro e começam a solicitar a rescisão de contrato, negada pelo clube.

Moussa, que já não recebe desde outubro de 2017, expôs em comunicado o "pesadelo" que vive no clube, que se recusa a permitir a rescisão de contrato do jogador.

"Face à irregularidade dos salários no Guadalajara - o último mês pago foi outubro e nunca me pagaram os prémios pelos jogos disputados -, pedi a rescisão do clube tanto ao presidente como ao treinador. Disseram-me que não me iam deixar sair e que tenho de continuar a treinar e a jogar porque tenho contrato", contou Moussa em comunicado.

"Expliquei-lhes que não tenho dinheiro para comer e disseram-me para pedir ajudar aos meus amigos. Nem sequer se preocupam em dar-me o mínimo dos mínimos, as minhas necessidades básicas. Estou disposto a perdoar a dívida e esquecer de uma vez este pesadelo. Peço ajuda face a uma situação que me pode custar a vida, porque me sinto um escravo. Não me deixam abandonar um clube que não cumpre a sua parte do contrato. Talvez se morrer à fome possa rescindir... Onde está a liberdade?", pode ler-se. JOGO

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