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Processo de licitações de blocos petrolíferos começa terça-feira

A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) inicia terça-feira, em Luanda, com o programa de licitação de blocos petrolíferos das bacias marítimas das províncias de Benguela e Namibe, para o período 2019/2025.

O ciclo de licitações vai abranger as bacias do bloco 10, em Benguela e 11, 12, 13, 27, 28, 29, 41, 42 e 43 do Namibe, de acordo com uma nota de imprensa da instituição a que a Angop teve acesso esta segunda-feira.

Com essa iniciativa, a ANPG quer promover o potencial petrolífero dos blocos a licitar, apresentar o novo quadro jurídico-legal que proporciona um ambiente de atractividade, bem como todas as actividades inerentes ao processo de licitação.

Para o roadshow de Luanda, a ter lugar no Centro de Convenções de Talatona, depois de terminado o prazo de inscrição, a 29 de Agosto.

Depois de Luanda, a actividade será em Houston, a 10 de Setembro, ao que se segue Londres, a 17, com o prazo de inscrição a terminar a 6 e a 13 de Setembro, respectivamente.

O roadshow termina a 23 de Setembro, no Dubai, e as inscrições para este evento decorrerão até 19 do mesmo mês.

Além do potencial geológico de cada um dos blocos a licitar, será ainda apresentado todo o enquadramento legal, fiscal e contratual inerente à participação no processo.

As companhias petrolíferas nacionais e internacionais, assim como as entidades investidoras interessadas em participar nos referidos eventos deverão, para isso, registar-se através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e aguardar a confirmação do registo pela mesma via.

O presidente do Conselho de Administração da ANPG, Paulino Jerónimo, disse recentemente, em Luanda, que esta acção constitui um momento importante para Angola e para o seu sector petrolífero.

A última vez que em Angola se realizou um processo de licitações petrolíferas foi em 2011.

Angola é o segundo maior produtor de petróleo da África ao sul do Sahara, com 1,5 milhões de barris de petróleo/dia, depois da Nigéria com 1,7 milhões de barris.

Nos últimos anos, viu a sua produção cair, por falta de investimentos nos segmentos da prospecção, pesquisa, desenvolvimento e exploração de novas áreas.

Angola já chegou a produzir 1,8 milhões de barris/dia.

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