Gazeta Uigense - Chefe de grupo Bundu dia Kongo da RDCongo libertado 24 horas depois

Chefe de grupo Bundu dia Kongo da RDCongo libertado 24 horas depois

O chefe de um grupo secessionista político-religioso da República Democrática do Congo (RDCongo) que fugiu da prisão há dois anos e foi detido em Kinshasa na noite de quinta-feira, foi libertado depois de 24 horas, anunciou fonte próxima do processo.

A libertação provisória, na noite de sexta-feira, do ex-vice líder do movimento "Bundu dia Kongo", foi confirmada à agência de notícias francesa France-Presse pelo membro da Associação Congolesa de Acesso à Justiça (Acaj), Georges Kapiamba.

Muanda Nsemi escapou da prisão de Makala em maio de 2017, juntamente com centenas de outros detidos, e reapareceu no início desta semana na televisão pública.

Muanda Nsemi é acusado, entre outros crimes, de desrespeito ao ex-presidente Joseph Kabila, que cedeu o poder a Felix Tshisekedi após as eleições de 30 de dezembro.

O seu movimento político-religioso, Bundu Dia Mayala, defende a secessão do Congo-Central, uma província do oeste da RDCongo, e foi acusado pelo regime do ex-Presidente Joseph Kabila de ter feito vários ataques mortíferos contra símbolos do Estado entre o final de 2016 e o início de 2017.

Citando o ministro do Interior congolês, Basile Olongo, o portal congolês actualité.cd indicou que Ne Muanda Nsemi "era um fugitivo, (pelo que) vai regressar à cela".

O movimento cidadão Luta pela Mudança considerou, na rede social Twitter, que "a detenção de Ne Muanda Nsemi e a sua recondução à prisão só podem reforçar o Estado de Direito defendido por @fatshi13", o Presidente Félix Tshisekedi.

"Ne Muanda Nsemi e os seus cúmplices devem responder pelos seus crimes. (...) A distensão não dever significar impunidade para os crimes graves. As vítimas têm direito à justiça", acrescentou este movimento, promovido por jovens indignados.

A RDCongo conheceu a sua primeira transição pacífica de poder em 24 de janeiro, depois da eleição presidencial de 30 de dezembro, que proclamou o antigo opositor Félix Tshisekedi vencedor do escrutínio.

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