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MPLA com proposta de 134 candidatos ao alargamento do Comité Central

O Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) assumiu hoje que irá alargar a composição do Comité Central no 7.º congresso extraordinário, a 15 de junho, contando para o efeito com 134 candidatos a membros daquele órgão.

A posição consta do comunicado saído da 5.ª sessão extraordinária do Comité Central do MPLA, realizada hoje em Luanda, em que é salientado que os 134 candidatos a membros daquele órgão - composto atualmente por 363 elementos -, têm maioritariamente idades inferiores a 45 anos e foram escolhidos pelos diferentes comités provinciais do país.

Segundo o comunicado, no quadro das propostas de candidaturas, o Comité Central considerou que as estruturas de direção, a todos os níveis, "esforçaram-se no sentido de dar continuidade ao processo de transição geracional, iniciado no 6.º Congresso Extraordinário [08 de setembro de 2018], trazendo para os órgãos de direção do partido quadros e militantes, sobretudo com idades não superior a 45 anos".

O Comité Central do MPLA salienta que, dos 134 candidatos, 57 são mulheres e 82 com idade até 45 anos, correspondentes a 42,53% e 61%, respetivamente.

"O Comité Central realçou que os resultados obtidos na seleção dos candidatos a membros do Comité Central traduzem o compromisso e a importância que o partido e o seu líder, o camarada João Manuel Gonçalves Lourenço, atribuem ao processo de rejuvenescimento da direção do partido, com vista à sua preparação para os desafios do presente e do futuro", lê-se no documento.

Por outro lado, o Comité Central do partido garantiu estarem criadas "todas as condições" para a realização do 7.º congresso extraordinário do partido, que decorrerá em Belas, a sul de Luanda, sob o lema "MPLA e os Novos Desafios" e destinado a reafirmar a liderança e a estratégia eleitoral autárquica de João Lourenço.

Por outro lado, o Comité Central apreciou o tema "MPLA e os Novos Desafios: O Processo Autárquico', a ser submetido ao conclave, que põe em evidência o posicionamento do partido sobre as principais questões em prol da organização e realização das eleições autárquicas no país, previstas para 2020.

O Comité Central apreciou também o processo preparatório a ser presente ao 7.º Congresso Extraordinário do MPLA, com realce para a realização das conferências provinciais extraordinárias, a 17 e 18 de maio passado, com uma participação de 9.598 delegados.

No comunicado, o principal órgão do MPLA entre congressos defendeu a continuação da campanha de moralização da sociedade e exortou os cidadãos, em particular os militantes, simpatizantes e amigos do MPLA, "a engajarem-se com afinco e determinação na luta contra a corrupção, o nepotismo, a impunidade e a bajulação".

O Comité Central, apelando ao reforço da coesão interna, reconheceu também os "esforços" de João Lourenço no quadro da reconciliação nacional, enaltecendo a iniciativa de reconhecimento às vítimas dos conflitos políticos, ocorridos de 11 de novembro de 1975 e 04 de abril de 2002, "visando, deste modo, a harmonização e a paz espiritual das famílias angolanas".

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