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"Mão invisível" impede realização de conferência sobre autarquias em Cabinda

Na província angolana de Cabinda dois eventos agendados para o passado sábado, 28, tiveram sortes diferentes.

Enquanto a CEPI, uma organização não governamental local, levou a cabo a conferência Sopa de Ideias Repensar Cabinda, que decorreu sem sobressaltos, a palestra sobre autarquias, organizada pela Associação de Desenvolvimento para Cultura de Direitos Humanos de Cabinda (ADCDC) foi impedida, segundo os organizadores, por uma “mão invisivel”.

Alberto Makosso, da ADCDH, diz que tudo estava preparado para a palestra sobre autarquias no anfiteatro da Escola Técnica de Saúde de Cabinda, mas organizadores, palestrantes e assistentes deram com o nariz nos portões.

"Na véspera fui confirmar à directora administrativa que garantiu que no dia seguinte estaria tudo pronto, mas, no dia marcado, as portas estavam encerradas e nenhum funcionário da escola apareceu para explicar o que se passava", explica Makosso.

Um dos painéis abordava a relevância das autarquias face ao estatuto especial de Cabinda, tema que o coordenador da ADCDH, Alexandre Kuanga, diz sentir que este terá sido o motivo para a mão invisível actuar.

"Não sei se foi pelo tema que o Governo de Cabinda teve receio e usou a sua mão invisível junto da direção da escola para impedir a palestra, uma violação à constituição que dá ao cidadão o direito de participar na vida política do país”, diz Kuanga, para quem “o govenador Marcos Yunga vai estar refém do regime, que sempre limitou as liberdades e garantias do cidadão".

Aquele activista garante que a actividade vai ser remarcada para esta semana.

A VOA tentou mas sem sucesso, contactar a direcção da escola.

Entretanto, a conferência da CEPI decorreu sem problemas, como diz o coordenador da organização não governamental, Henrique Bitebe.

"Tivemos temas sobre a produção e o consumo de álcool e vimos que a população sofre mais prejuzos, abordou-se também o sistema logistico de Cabinda, a cedência de licenças para construção e a fechar a lingua de Cabinda como um suporte das linguas Bantu”, explica Bitebe, reiterando que a activdade correu” sem qualquer sobressalos" e com a presença de governantes locais.

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