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Soldado da RDCongo morto na fronteira com Ruanda em vésperas de cimeira da Commonwealth

Soldado da RDCongo morto na fronteira com Ruanda em vésperas de cimeira da Commonwealth

Um soldado da República Democrática do Congo morreu hoje e dois polícias ruandeses foram feridos numa troca de tiros na fronteira, num contexto de aumento de tensão bilateral e em vésperas de Kigali acolher uma cimeira da Commonwealth.

Um comunicado das Forças de Defesa do Ruanda diz que um soldado da República Democrática do Congo (RDCongo) atravessou a fronteira hoje de manhã num posto fronteiriço em Rubavu, e começou a disparar, ferindo dois polícias ruandeses e civis, antes de ser abatido por um agente da polícia nacional do Ruanda, que agiu em legítima defesa.

Segundo o mesmo comunicado, as autoridades congolesas foram informadas e há oficiais fronteiriços de ambos os países no local, bem como especialistas militares de outros Estados da região.

“A situação na fronteira está agora calma”, pode ler-se na nota, citada pelas agências internacionais.

Um porta-voz do Governo de Kinshasa confirmou à agência Associated Press a existência de “um incidente”, mas não adiantou pormenores.

O corpo do soldado da RDCongo foi transportado de volta para o país e para a cidade de Goma, onde uma multidão acompanhou o carro que o transportava enquanto gritava “herói”.

Estes incidentes ocorreram a dias de Kigali, a cerca de duas horas da fronteira, acolher o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e outros líderes mundiais para a cimeira da Commonwealth, que tem 53 Estados-membros.

A crise entre Kigali e Kinshasa já levou o Presidente do Quénia, Uhuru Kenyatta, a instar ao destacamento imediato no leste da RDCongo de uma força militar regional recém-criada para manter a paz.

As tensões entre o Ruanda, que tem uma das mais eficazes forças armadas de África, e a RDCongo, um dos maiores e mais problemáticos países do continente, são antigas, mas acentuaram-se nos últimos meses, com Kinshasa a acusar Kigali de apoiar os rebeldes do Movimento 23 de março (M23), desde novembro acusado de realizar ataques contra posições do Exército congolês no Kivu do Norte.

O Ruanda, por seu lado, alega que a RDCongo deu refúgio aos hutus que realizaram o genocídio de 1994 no Ruanda, onde morreram pelo menos 800.000 tutsis e hutus moderados.

Já esta semana o exército da RDCongo acusou o Ruanda de invasão, após o M23 ter tomado na segunda-feira o controlo da localidade de Bunagana, perto da fronteira com o Uganda.

O porta-voz do governador militar da província do Kivu do Norte, general Sylvain Ekenge, proclamou mesmo, perante milhares de manifestantes em Goma, capital regional da RDCongo, que se o Ruanda "quer guerra, terá guerra".

“Ruanda não gosta de nós. Nós não temos medo dele e iremos combatê-lo", declarou o general, citado pela agência Associated Press, acrescentando: "[Ninguém] irá ocupar um único centímetro do nosso território".

Na noite de terça-feira, algumas centenas de pessoas manifestaram-se em Kinshasa, capital da RDCongo, para exigir o rompimento das relações diplomáticas com o Ruanda e pedir ao Presidente, Félix Tshisekedi, que quebrasse o silêncio.

Poucas horas mais tarde, o Governo congolês emitiu um comunicado condenando "a participação das autoridades ruandesas no apoio, financiamento e armamento desta rebelião" e prometendo defender "cada centímetro" do seu território.

Angola tem procurado mediar a tensão entre Ruanda e RDCongo, no âmbito de um mandato atribuído a Luanda pela União Africana na recente cimeira realizada em Malabo.

Em 31 de maio, o Presidente angolano, João Lourenço, abordou com o Presidente Tshisekhedi "questões relativas à crescente tensão" entre a RDCongo e o Ruanda, tendo discutido "vários aspetos que podem contribuir para a resolução pacífica do diferendo entre os dois países".

Na terça-feira, o líder angolano transmitiu ao secretário-geral da ONU, António Guterres, preocupação com a situação na relação entre aqueles dois países, “o que justifica a realização, com urgência, da Cimeira de Luanda, entre o mediador Angola” e os respetivos chefes de Estado.